só a mim.

Das coisas que a gente promete na vida e consegue cumprir, pra nós mesmos e pros outros. Das promessas sobre lugares, sabores e desejos a se realizarem sozinhos ou conjuntos. De todas as dúvidas e obstáculos que existem e os que colocamos pra nós mesmos.

Da vida dura que cada um sabe muito bem como é. Dos problemas que cada dia se multiplicam e da forma que cada um enfrenta ou foge deles. Da escolha de cada manhã entre um sorriso ou um dia ruim. Dos dias cinzas que pintamos da cor que queremos.

Dos desabafos compartilhados e dos engolidos a seco. Da vida tão inconstante e rápida. Dos medos e sustos. Dos desencontros.

E no fim da estrada, que pode ou não dar em algum lugar, parar e enxergar que algumas promessas a gente cumpriu, e se possível for, vai levar daqui pra eternidade.

 

 

Elle…

Ao menos essa vez não interprete o meu desabafo de não gostar de dormir sozinha como um convite pra passar a noite comigo.

Só hoje não tente achar entrelinhas nas minhas frases mais diretas e não me segura desse jeito com o olhar pesado me prendendo ao chão.

Só hoje me deixa livre como eu pensei que eu fosse e não me cobra as coisas que eu nunca prometi. Só essa tarde não me coloca nesse papel de vilã de contos de fadas porque eu sinceramente não fiz por merecer. Apenas me acompanhe se gostar da estrada e da companhia mas não espere mais que isso. Não se iluda comigo.

Não tente emendar o meu abraço com um beijo, porque o meu abraço é de coração,  corpo e alma, mas o beijo será apenas por educação, por ficar sem jeito de recusar. Não me roube mais beijos. Não me peça mais do que eu estou disposta a dar.

Não me escreva dizendo que você passaria a viver se eu te desse uma chance, nem que depois daquele abraço eu te matei, porque isso, isso realmente me mata. Eu gosto de você, nunca disse o contrário, mas não quero você pra mim. Não me quero pra você. Não quero nós. Não existe nós.  Não me vem com romance. Não me espere te pedir pra ficar.

Não me abrace assim tão forte, tão sua, que no momento eu não sou nem minha. Eu, que só quis ser um ombro amigo acabei me tornando o motivo pelo qual você procurou ombros pra se apoiar… Eu que sempre estive no fim da estrada olhando as pessoas me abandonarem e caminhando até sumir do horizonte, até me desfazer em lágrimas. Eu que sempre fui quem quis tentar até o final. Eu. Tão mocinha de tantas histórias, agora vilã desajeitada da sua. Vilã do pior tipo que existe, que não consegue nem sequer fazer maldade. Vilã sonsa que a gente não consegue nem odiar.

Pois mate essa vilã em você e aceite o meu sincero pedido de desculpas. Ou não aceite, eu vou entender. Se afaste, me afaste, se refaça.  Foi a primeira vez que eu tentei me deixar levar pelos momentos, mas eles passaram e eu fiquei, eles não me levaram. Que o tempo nos leve, nos deixe leves. Que seja breve.

Um beijo, no rosto,

(março, 2011)

As estações…

Escrevo em uma manhã de sol, domingo. Continuo tentando situar o tempo dentro de mim. Em pleno verão sou inverno chuvoso e faço tempestade para apagar o incêndio que você causou.

Estou indo bem. Não preciso mais falar mal de você para me sentir melhor. Para ser sincera, não falo seu nome há meses, no entanto, ainda é um assunto complicado para mim. Deve ser por isso mesmo que eu evito falar de você ou até mesmo pensar em você. Egoísmo? Medo?

Tenho vivido novas paixões, novos interesses. Sou Uma pessoa mais interessante, mais certa de mim mesma. De repente foi bom te perder pra me encontrar.

 

(arquivos: março/2011)

A geração atual…

A idade dela ainda não alcançou sequer os dois dígitos e ela se equilibra sobre um salto de alguns centímetros, um pouco desajeitada vai traçando seu caminho a passos curtos.

A linguagem dela e o que ela expressa me lembra a mim mesma, no entanto, com quase o dobro de primaveras vividas.

Ela trocou os meus livros por jogos cada vez mais realistas. Aquele armário enorme de seis portas que eu sempre me orgulhei por lotar de tabuleiros e bolas, quebra cabeças hoje correspondem a uma prateleira com alguns bichinhos de pelúcia. Pra que boneca? Ela tem uma personagem a qual alimenta, da banho e cria histórias que mora dentro do computador. O quebra cabeça ta bem guardadinho no celular que com um toque veem a tela com a imagem que ela escolher.

Ela nunca passou duas semanas inteiras ouvindo a mesma estação de rádio para conseguir gravar uma música. Ela nunca guardou a mesada toda para comprar uma fita K7 só pra ter acesso as outras músicas do cantor que não tocavam na rádio… Ela liga o computador, conecta-se em seu mundo virtual e em menos de dois minutos tem até as versões raras, vídeos gravados em shows exclusivos e muita coisa que eu jamais imaginei que seria um dia capaz de ter acesso.

Os bilhetes na sala de aula se tornaram sms e nem as broncas da professora chegam até mim com cadernetas como fora na época em que eu sentava naquelas cadeiras.

Quem tem tempo de ter amigos imaginários com tantos afazeres virtuais que ela impôs a si mesma? Por que dormir na casa da amiguinha se ela consegue falar com várias ao mesmo tempo usando uma tela de 10 polegadas e no conforto da sua própria cama.

Ela está a cada dia mas inteligente e, embora todo esse mundo que ela conhece e, se sente protegida traga vantagens inenarráveis, me tira o sono imaginar que se aposse do seu peito um imediatismo constante e uma procura cada vez maior por facilidade e novidades mirabolantes.

Os maiores sorrisos que eu dei na vida foram na frente do mar, do arco íris e do pôr do sol.  Ela prefere observar essas paisagens com um vidro na frente.

O amor ainda não foi desenvolvido em flash ou aplicativo, tampouco um manual para o mesmo, ou previsões de erros.  Que ela se livre das falsas proteções e exageros a tempo de enxergar a simplicidade das coisas mais belas.

 

o tal do encaixe

A gente fica procurando um pedacinho nosso nos outros. Um gosto que encaixa, um detalhe bobo. O mesmo cantor preferido, a mesma artista plástica famosa. O livro de cabeceira. Um sonho que a vida não nos permitiu sonhar. Um modo de enxergar o mundo que o dia-a-dia endureceu. As cores que ficaram pelo caminho.

Um sorriso que nos é arrancado no meio do trânsito no horário de pico. Aquele pôr do sol entre os prédios na Av. Paulista. O fim de semana inteiro dentro do abraço… O tal do encaixe.

Aquela música famosa que agora sim faz todo o sentido do mundo. Aquela história de amor que parece até que foi você que escreveu. A brincadeira que somente vocês entendem.

Sabe aquela coisa do resto do mundo sumir? As horas se tornarem eternas e passarem muito rápido, ao mesmo tempo. Você a conhece há poucos meses mas parece uma intimidade que já veio de outras vidas ou algo assim.

A gente se procura, se perde e se encontra no outro. A nossa solidão acompanhada, nosso sonho conjunto, plano compartilhado. A vida parece mais fácil.  O mundo dobra de tamanho mas são quatro mãos pra carregá-lo.

O homem nasce só mas vive em função dos outros.

Um inteiro e nenhum pedaço

Vontade de sair correndo ao seu encontro, assim, no meio da madruga e te pedir pra deixar tudo de lado e voltar pro nosso sonho interrompido.

Não consigo viver com coleção de amores, um pouco aqui, outro pouco lá. Quero um muito. Um inteiro e nenhum pedaço.

Você coleciona paixões,  gosta da conquista.  Eu sou do tipo que se apaixona todos os dias pela mesma pessoa. Você me culpa pelos seus erros, eu sempre esqueço do passado. Eu tento ser racional mas quando se trata de você nem as ciências são exatas.

Você brinca de amores, eu vivo de paixão. A vida te trouxe e eu te perdi. Mas te guardei como minha lembrança mais bonita.

E toda vez que penso em ti dou o melhor melhor sorriso. O meu melhor, interrompido, e eterno amor é seu.

 

Arrepio

Eu insisto em pensar em você e reviver, mesmo que só dentro de mim, a nossa história. Não sei o que eu procuro. Talvez simplesmente esse arrepio que o simples som do seu nome me traz. Essa sensação que eu definitivamente não sei descrever, mas eu sei que não é boa de se sentir.

Durante muito tempo eu quis te esquecer e deixar pra trás tudo de mais bonito que nós vivemos. As mágoas, essas sim eu me apeguei. Os seus erros e o processo de como te transformar na vilã da nossa história que nunca teve bom e ruim.

A convivência se foi, com o tempo, as notícias também. Comemorei todas as vezes que eu pensei que você viria atrás de mim com aquele papo de sermos amigas e você não veio. Eu queria que você viesse, mas de peito aberto. Eu quis voltar no tempo e reescrever a nossa história. Mesmo que só no papel o nosso final fosse feliz.

Ás vezes me perguntam de você e a minha boca seca: você ainda é o assunto que eu não consigo tocar. Você é o verbo que eu não consigo conjugar, você é a canção que nunca mais tocou… Você é a palavra sussurada em gritos. Você é minha coragem amedrontada, meu sonho interrompido, minha última tentativa.

Como pode ser a gente sentir tanta falta e não sentir falta alguma ao mesmo tempo? Todos os dias me escondo nas palavras para pensar em ti. Fujo e te encontro nesse mundo só meu e que só eu conheço. Nenhum sentimento humano se encaixa com essa sensação que ficou no meu peito no seu lugar, esse vazio misturado com sabe-se la o que.

Volta e meio vem a saudade me lembrar daquela que eu era e nunca mais tornei a ser desde que você se foi. Como se eu saísse do meu corpo e me enxergasse ainda estática, com o mesmo semblante de mais de um ano atrás. Você mudou. Mudou de vida, mudou de amor, mudou de mim… Mas eu continuo a mesma. Minha, sua e de ninguém.

Meu romantismo exagerado foi embora junto com você.  E todas as minhas mudanças depois da sua partida só me mostraram o quanto você ainda me fazia falta. Como se eu tivesse apostado minha última moedinha e agora estivesse a pé na vida, sedenta e desabrigada. De alguma forma você nunca mais saiu da minha cabeça, como um filme que nunca mais parou de reprisar, todos os dias, em todos os horários..

Você chega e me muda como quem vira as páginas de um livro, como quem afasta um móvel. Em contrapartida eu empurro a poeira pra baixo dos traumas.

 

As primeiras vezes

E de todas as vezes que me pronunciei em seu nome, e de todas as vezes que sorri seu sorriso, de todas as vezes que olhei seu olhar e que me encantei de sua presença. De todas as vezes que seu abraço levou pra longe toda a preocupação e todo o resto. De todas as vezes que você virou personagem principal, tornando todas as pessoas do mundo figurantes, preto e branco, tortos, borrados. Todas as vezes que falamos juntas a mesma palavra ou todas as vezes que você me viu sair da minha razão, do meu modo comum. De todas as vezes que causei ciumes em você e vi sua timidez se apossar do seu rosto. (Taí um dos seu sorrisos, o primeiro que conheci: seu sorriso envergonhado!).

Pouco a pouco se tornando meu par. Minha par, minha dupla, minha amiga, namorada, amante, meu vício e minha sorte. Sorte! Você e eu, comoassim? “Que sorte a nossa, hein? Entre tantas paixões esse encontro nós dois, esse amor.”

A velha história, o amor antigo, o amor que nunca morreu.

Eu lembro o primeiro assunto, você lembra? A nossa primeira música “essa música é linda, mas é muito triste, não combina com a gente” você dizia. A primeira vez que te vi, você, absolutamente linda, muito tempo antes de alguém ter a idéia de nos apresentar (com a absoluta certeza de que nunca daríamos certo). Lembro da sua fama de quem ‘brincava com o coração de todo mundo’ e lembro também que eu não ficava muito atrás. Pra falar a verdade poderíamos ter nos dado bem até nisso. Eu sempre achei a gente muito parecida e as diferenças tornavam o encaixe ainda mais perfeito. Lembro que combinei seu signo com o meu na primeira conversa que tivemos. Estranho como eu sempre tive uma certeza absoluta de que não era ‘só mais uma pessoa’ que eu estava conhecendo, só mais uma amiga de amiga, só mais alguém, não acha?
Lembro a primeira vez que você se declarou pra mim, você lembra? – “Eu me apaixonei por você assim que ouvi a sua voz” você me dissez.
Lembro do meu celular tocando e a sua primeira mensagem aparecendo, consigo sentir o coração acelerar agora como se estivesse vivendo tudo de novo, lembro do conteúdo da mensagem até hoje – sei que você também lembra porque eu te contei ontem entre um beijo e outro mas quero que você nunca esqueça, então vou escrever aqui pra você guardar e lembrar de todas as nossas primeiras vezes como eu lembro. – A mensagem dizia: “eu só quero que você saiba que eu estou pensando em você”. Eu tinha acabado de falar de você pras minhas amigas e vi a mensagem. Entramos numa balada, ninguém mais parecia interessante. Troquei dezenas de mensagens com você aquela noite e ninguém acreditou que eu estava deixando de olhar pros lados por uma menina que nem sequer eu tinha pego na mão ainda.
Eu lembro dos seus olhares que alternavam entre os meus, minha boca, suas mãos e o chão, eu conseguia sentir seus lábios assim, sem nunca ter tocado neles, então eu prolongava a espera. Não tinha pressa porque pra mim tudo era certo, ia acontecer e ponto, então aquelas borboletas no meu estômago não me incomodavam em nada.
E então aconteceu o nosso primeiro beijo, você se lembra? Eu consigo sentir seus lábios e sua respiração, suas mãos tocando minhas costas, segurando meu cabelo. Eu só conseguia acariciar o seu rosto, sentir sua pele macia e minha cabeça girava, lembrei de uma música na hora, aliás, uma música que eu detestava, mas naquela hora parecia a mais linda das melodias de bethoven escrita só pra mim, pra você e pra aquele momento. E pro nosso primeiro beijo. Eu nunca te contei sobre essa música né? Mas dias depois eu te mandei a letra dela inteirinha por mensagem no celular, era mais ou menos assim a parte que não saia da minha cabeça enquanto eu experimentava seu beijo: “Enquanto você conversa e me beija ao mesmo tempo eu vejo as suas cores no seu olho, tão de perto. Me balanço devagar como quando você me embala e o ritmo rola fácil, parece que foi ensaiado….”
E nosso amanhã de cada novo encontro ia terminando de cantar a música “eu acho que eu gosto mesmo de você, bem do jeito que você é” e imendando com outras “Já não consigo não pensar em você”, essa foi a primeira vez que me declarei pra você abertamente, que me declarei apaixonada para tudo e todos . Eu estava entregue.

o coletivo

Eu não pertenço a esse lugar, não é possível que pertença.  Abria as janelas e olhava a movimentação na rua: gritos, buzina, carros, trânsito, discussões e o barulho do carpinteiro cerrando a madeira. Procurava os pássaros no céu: nada. O máximo que havia no céu eram pipas e nuvens, carregadíssimas por sinal. Logo choveria.

Eu não pertenço a esse lugar. Descia as escadas de casa e se deparava com aparelhos de rádio, televisão, computadores, ‘Mpisso’ e ‘Mpaquilo’, máquina de lavar louça, máquina de lavar roupa, pipoqueira, cafeteira, vídeo game…  Só de celular eram quatro, um pra cada operadora móvel, vezes quatro pessoas na casa: dezesseis. Dezesseis  aparelhos e ainda um telefone convencional. Ficava imaginando quantas pessoas essa família conhecia, deveria ser muitas, muitas mesmo.

Eu não pertenço a esse lugar, insisto. Enxergava o mundo como uma tela pintada que derrubaram solvente sem querer e borrou, distorceu. Quanto mais e mais camadas eram pinceladas em cima, maior monstruosidade parecia ser feita. O mundo estava errado, as pessoas apressadas, egoístas e mascaradas.  Eu era a única a notar isso?

Pessoas correndo para todos os lados. Os ideais de cada um, individuais, nunca coletivos. Eu carregava comigo aquela histórinha que a professora da escolinha contou quando eu tinha 4 anos, do passarinho que viu a floresta pegando fogo e voava entre o lago e a mata incendiada com o bico cheio de água. E que mesmo sabendo que nunca conseguiria apagar o fogo da floresta assim, sozinho, fazia a sua parte.

Não consigo entender porque que as pessoas jovens querem lutar e fazer a diferença no mundo, se importam com tudo. E quando crescem, não se importam mais com nada. A vida endureceu as pessoas.

O simples da vida se perdeu em alguma esquina. Um banho de chuva, uma tarde no parque deitada na grama. Plantar uma árvore. Lembro até hoje a emoção que eu senti ao plantar a minha primeira árvore e vê-la crescer, regá-la, adubá-la. Talvez seja isso, as pessoas estão esquecendo de cuidar da árvore da humanidade, de acompanhá-la crescendo, lutando, vencendo e perdendo. Esquecem que vão colher exatamente o que plantaram na vida.

Des-Encontros

Quando faço as malas, você quer morar em mim. E se as desfaço, na hora você sai e bate a porta.

Quando saio ao seu encontro você se encontra em outra pessoa. E quando eu me entrego a alguém é que você percebe que não sabe ser sem mim.  Quando passo a noite toda em claro você sonha comigo a noite toda. E quando me apresso é que você perde a hora. Quando decido abrir o peito você se fecha em pensamentos. Se resolvo pensar sobre nós, você me convence de que o amor não deve ser racionalizado…

Quando escrevo sobre nós é que você quer se sentir livre. Se te deixo solta, você vem me prender com as pernas. Quando te pego com força você quer delicadeza e se te encho de beijos você me manda economizar no grude. Quando quero sumir você me cerca por todos os lados. Se te quero por perto você precisa ficar sozinha.

Quando ando livre você vem correndo dar a mão e caminhar ao meu lado. Quando imagino imagens nas nuvens você me pede os pés ao chão e se quero fazer cada coisa ao seu tempo você sente falta da loucura. Se te surpreendo com chocolates você começou a dieta ontem.

Se quero acertar o passo você me pede mais impulso. Se ameaço fugir com você,  me manda parar de viajar. Se brinco com algo você me leva a sério e quando falo pra valer me manda parar de brincar.  Quando quero dormir até tarde no domingo você não quer desperdiçar um segundo comigo. E se esqueço da hora nos seus braços você me chama de irresponsável..

Quando acho que dessa vez é pra sempre você me aparece com um novo amor. Se resolvo seguir em frente você me diz que ainda vai casar comigo. Se me armo inteira você me beija sorrindo. Se penso em me declarar, você grita pela janela que me ama e que é a pessoa mais feliz do universo quando está comigo.

Um amor que a cada desencontro parece aumentar.  Mas a verdade é que….  Quando coloco um ponto final no mesmo instante eu já sei que cada fim que invento com você é só pro nosso novo começo ser ainda mais bonito. Cada vez que eu falo que encontrei uma pessoa perfeita é em você que estou pensando. E se sumo por alguns dias é pra saudade te fazer lembrar de mim. Se me afasto é só pra você fazer o seu joguinho e me reaproximar. Quando concordo com o que você está falando é apenas para te tirar um sorriso. E se insisto numa briga é pra ver se você ainda tem paciência comigo. Quando te levo rosas vermelhas mesmo sabendo que você odeia vermelho é pra você não perceber que eu já te decifrei inteira.

Ps: Esse texto foi inspirado nesse aqui do Gabito Nunes, que adoro e sempre me inspira. Me identifiquei tanto que fiz minha versão.

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